sexta-feira, 3 de julho de 2009

Material de Apoio - Lâminas 7

Material de Apoio - Lâminas
- Espadas -




Treinando espada e técnicas
medievais com espada

Como em qualquer período histórico, espadas específicas e as pessoas que as usavam tiveram um impacto significativo na história. Esta era a especialidade de verdadeiros cavaleiros medievais. No século XV novas técnicas em combate pessoal emergiram por todo o mundo de uma forma que o mundo apenas viu novamente com o advento da internet.

Nos primeiros momentos de conflitos no ocidente, soldados (cavaleiros) desenvolveram perícia em combates um-a-um (one-on-one) e armas com uso comparável aos samurais japoneses e suas perícias de artes marciais.
Inimigos que continuavam usando o método ‘cortar’ e ‘golpear’ em combate eram agora massacrados por cavaleiros medievais que tinham desenvolvido uma nova e sofisticada técnica.
Sobreviventes desses encontros com estes cavaleiros retornavam para casa com histórias horríveis de cavaleiros gigantes invencíveis que não podiam ser derrotados. A verdade era que estes cavaleiros eram agora tão especializados em combate contra múltiplos ‘adversários’ que combater contra apenas um ou dois era meramente um treino para eles. Parte do código de honra templário, incluído por eles, dizia para não lutarem contra menos de 3 por 1 ou mais . Então onde esses cavaleiros aprenderam estas novas perícias?

As novas técnicas e especializações em combate com espada eram tratadas como um grande segredo pelos cavaleiros medievais. Apenas uns poucos mestres germanos e italianos eram considerados possuidores do conhecimento e perícia para treinar cavaleiros. Estas revolucionárias técnicas que eram desenvolvidas serviam como uma grande vantagem adicional assegurando ao cavaleiro com habilidade boa condição de superar seus adversários em combate.

Para incrementar o sigilo, a maioria das instruções eram feitas de forma oral usando, junto, apenas um pequeno manual produzido como sumário com algumas notas para o cavaleiro revisar nos anos posteriores. O treinamento dos cavaleiros era sempre realizado em lugares secretos para manter escondido os métodos e teorias com as quais eles treinavam, mantendo-se fora da vista de adversários.

Lutas com espadas na Idade Média eram bem diferentes dos finos bailados da esgrima como na Renascença e depois. Cavaleiros usavam pesadas armaduras que limitavam o alcança dos movimentos enquanto usavam espadas medievais pesadas. Para compensar seu curto alcance esses mestres germanos e italianos desenvolveram novas manobras e as combinaram ao puxão austríaco (ott), agarrão e desarme para superar o adversário.

O estilo de luta da Europa medieval era menos veloz do que os antigos movimentos dos espadachins (como na época romana, por exemplo). No meio das batalhas, com um vasto caos de um conflito de pessoas e armas, técnicas práticas são necessárias para manter a boa performance no uso da arma medieval e da armadura. Isso era especialmente importante quando seu oponente não havia adquirido este conceito.

Única para a Era Medieval, os novos treinamentos germano-italiano incluíam significativa quantidade de conjuntos de auto-defesa para lutar sem armas fora de um grande conflito. As adagas eram o mais comum instrumento e suas técnicas defensivas eram tão avançadas que militares e entidades armadas as usam até os dias de hoje (um exemplo são as técnicas utilizadas com adagas pelos exércitos americano e britânico).

Como um cavaleiro pró-eficiente no usa da espada e outras armas, ele também desenvolvia grande senso de distância e tempo com o qual ele tirava vantagem de seus contemporâneos que não eram treinados. Cavaleiros também eram ensinados a mais do que apenas cortar com a espada efetivamente, mas em como cortar com extrema precisão e máximo de força.

Dois dos melhores mestres - Lichtenauer e Doebringer - desencorajavam fortemente o bloqueio defensivo contra outra espada porque eles não eram fortes em movimentos ofensivos e poderiam ser excessivamente passivos. Quando em combate contra seis ou oito oponentes de uma vez, ‘bloqueios defensivos’ de outras espadas não eram efetivos, pois simplesmente não haveria tempo para bloquear e responder.

A chave para luta contra múltiplos oponentes estaca em contar com o trabalho dos pés, escudo e armas para
defesa enquanto contra-atacavam simultaneamente. A arte de ‘contra-atacar’ envolvia movimentos unidos, transformando-se em ambos – ofensivo e defensivo – ao mesmo tempo. Cada um dos ‘cortes’ ofensivos do cavaleiro serviam, também, como um movimento defensivo contra o ataque do oponente. Diziam: “a melhor defesa é um bom ataque”.

Desde que os cavaleiros iniciam o treinamento armado, ainda na infância, eles criam habilidades únicas superiores à outros soldados, principalmente podiam ser mais ágeis. Da mesma forma que apenas uma bailarina pode realizar certas composições únicas com os pés devido ao seu treinamento desde a infância, uma perícia de luta também era particularmente um reflexo do treinamento. Cavaleiros podem, também, identificar outros guerreiros treinados pelo detalhe de sua postura e movimentos que realizam quando também o conhecem na prática.

Quando reconhece a perícia de um cavaleiro em um combate pessoal, a distância, o tempo, a forma de cortar e suas técnicas, ele é facilmente compreendido lhe dando enorme vantagem. Da mesma forma que helicópteros e tanques são uma enorme vantagem nos conflitos de hoje, o conhecimento dos cavaleiros dominavam as batalhas da Idade Média.

Perícias com a espada medieval não eram limitadas apenas à cavaleiros, nobres e pessoas influente. O servo ideal era incentivado a ter um conhecimento mais específico com espadas medievais e outras armas. Essas perícias eram ensinadas por muitos dias durante seu serviço como um ‘conhecimento comum’ que deveriam aprender, contudo não usariam uma espada longa, mas apenas uma curta.Fora da aristocracia medieval, era ilegal para todos usar uma espada. As classes comuns eram deixadas para defenderem-se apenas com utensílios agrícolas e de casa. Juntando ao seu grande número, as espadas eram usadas como uma forma de controle em última análise.
Texto original de Daniel Maragni e traduzido/adaptado por João Brasil.

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